PETROLÃO - empresas envolvidas na corrupção da Petrobrás voltaram a fazer negócios com o Governo Federal; muitas ainda em acordo de leniência - MAIORIA DOS CONDENADOS EM LIBERDADE
HOSPÍCIO

PETROLÃO – empresas envolvidas na corrupção da Petrobrás voltaram a fazer negócios com o Governo Federal; muitas ainda em acordo de leniência – MAIORIA DOS CONDENADOS EM LIBERDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

    

*******

Partidos Principais Citados
  • Partido dos Trabalhadores (PT): Acusado por delatores de coordenar a base política que nomeava e mantinha diretores corruptos na Petrobras em troca de propinas para o caixa de campanhas. [1, 2]
  • Movimento Democrático Brasileiro (MDB / antigo PMDB): Citado no controle de diretorias estratégicas da estatal para arrecadação de recursos ilícitos. [1]
  • Partido Progressista (PP): Apontado em delações como um dos grandes receptores de propina intermediada por parlamentares e ex-diretores.
Principais Políticos Citados e Investigados
  • Luiz Inácio Lula da Silva: Acusado e condenado em instâncias da Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro (casos como o triplex do Guarujá e o sítio de Atibaia), com condenações posteriormente anuladas ou declaradas extintas pelo STF por questões processuais e de competência. (Foi descondenado depois numa decisão monocrática do miistro Fachin, a popular “Canetada”.
  • Dilma Rousseff: Presidente da República durante o período de maior aprofundamento do esquema, alvo de citações políticas sobre o controle do conselho de administração da Petrobras, embora sem condenações penais no âmbito do esquema.
  • Eduardo Cunha (PMDB): Ex-presidente da Câmara dos Deputados, apontado como um dos principais operadores de propinas do esquema, tendo sido condenado e preso no âmbito da Lava Jato.
  • José Dirceu (PT): Ex-ministro da Casa Civil, apontado por delatores como um dos articuladores políticos do esquema de repasses a partidos, também alvo de condenações. [1]
  • Renan Calheiros (MDB): Ex-presidente do Senado Federal, alvo de diversos inquéritos e investigações decorrentes de delações premiadas.
  • Aécio Neves (PSDB): Ex-senador e candidato à presidência, citado em delações e investigado em inquéritos da operação.
Ex-dirigentes da Estatal Envolvidos
Além dos políticos, operadores e executivos, o esquema contou com dirigentes da própria Petrobras que foram condenados: [1, 2]
  • Paulo Roberto Costa: Ex-diretor de Abastecimento, foi um dos primeiros delatores a expor a lista de políticos beneficiados.
  • Nestor Cerveró: Ex-diretor da Área Internacional, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
  • Aldemir Bendine: Ex-presidente da Petrobras, condenado por corrupção e propina envolvendo a Odebrecht. [1, 2]

Várias empresas envolvidas na Lava Jato devolveram dinheiro ou assumiram compromissos de ressarcimento, principalmente por meio de acordos de leniência. É importante distinguir dinheiro já efetivamente devolvido de valores apenas previstos nos acordos.

Entre as principais:

  • Camargo Corrêa — devolveu valores à Petrobras. Em 2022, por exemplo, foram R$ 235,6 milhões à Petrobras + R$ 6,9 milhões à Transpetro, além de parcelas anteriores.
  • Odebrecht/Novonor — acordo de leniência com União, CGU e AGU estabeleceu R$ 2,727 bilhões em pagamentos, incluindo ressarcimento, devolução de vantagens e multas.
  • Andrade Gutierrez — participou de diversos acordos e pagamentos relacionados às investigações da Lava Jato. O Cade, por exemplo, registra contribuições pecuniárias em diferentes processos.
  • OAS/Metha — também firmou acordos e assumiu obrigações financeiras relacionadas às investigações.
  • Braskem — aparece entre as empresas que firmaram acordos de leniência e realizaram pagamentos relacionados às investigações.
  • Carioca Engenharia — também realizou pagamentos no âmbito de acordos com o Cade e da Lava Jato.
  • Setal/SOG Óleo e Gás — foi uma das primeiras empresas a celebrar acordo de leniência com o Cade e o MPF.

SBM Offshore — devolveu R$ 113,7 milhões à Petrobras somente entre agosto e outubro de 2022.

Um dado interessante: a Petrobras informou que, até novembro de 2022, havia recuperado mais de R$ 6,7 bilhões em recursos relacionados a acordos de colaboração, leniência e repatriações da Lava Jato.

Mas há uma questão importante hoje

Algumas dessas empresas ainda têm valores a pagar. Em 2024, por exemplo, UTC, Braskem, OAS/Metha, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Nova Participações e Odebrecht/Novonor estavam entre as sete empresas com acordos de leniência com a União que seriam renegociados; juntas, segundo a notícia, ainda deviam R$ 11,8 bilhões, em valores atualizados.

Portanto, não é correto dizer simplesmente que “as empresas devolveram tudo”. Algumas devolveram grandes quantias, outras continuam pagando parcelas e algumas ainda têm saldo devedor.

Algumas empresas que estiveram envolvidas na Lava Jato voltaram a ter negócios com o poder público, inclusive com órgãos federais. Mas há uma ressalva importante: ter contrato hoje não significa que a empresa esteja sendo acusada novamente de corrupção. Muitas passaram por acordos de leniência, pagaram valores e continuaram legalmente habilitadas a contratar.

O Portal da Transparência permite consultar contratos federais por fornecedor e ano, inclusive 2026.

Entre as empresas que merecem ser verificadas estão:

  • Andrade Gutierrez
  • Odebrecht/Novonor
  • OAS
  • Camargo Corrêa
  • UTC
  • Braskem
  • Carioca Engenharia
  • Setal/SOG

Essas empresas aparecem oficialmente nos acordos e investigações relacionados à Lava Jato.

Um caso particularmente interessante é a Novonor (antiga Odebrecht): o acordo de leniência reconheceu irregularidades em 49 contratos com o poder público e estabeleceu pagamento de R$ 2,727 bilhões à União e aos entes lesados

  • Camargo Corrêa — consta atualmente no Portal da Transparência como empresa que possui contratos com o Poder Executivo Federal e aparece com R$ 646,7 milhões em recursos recebidos do Governo Federal no histórico disponível. O cadastro também registra seu acordo de leniência.
  • O Portal permite consultar contratos por fornecedor e por ano, inclusive 2026, portanto é possível separar contratos antigos daqueles que ainda estão vigentes.
  • Mas há uma correção importante em relação ao que eu disse antes: o Portal da Transparência informa que determinadas empresas “possuem contratos com o Poder Executivo Federal”, porém a página pública nem sempre deixa claro, no resultado de busca, se o contrato é novo em 2026, ainda vigente ou apenas histórico.
  • O próprio Portal permite filtrar contratos por ano, fornecedor, órgão, vigência, situação e valor contratado.
  • Empresas que devemos cruzar

    Entre as principais estão:

    • Andrade Gutierrez
    • Camargo Corrêa
    • Odebrecht/Novonor
    • OAS/Coesa
    • UTC Engenharia
    • Braskem
    • Mendes Júnior
    • Galvão Engenharia
    • Carioca Engenharia
    • Setal/SOG
    • Queiroz Galvão
    • Por exemplo, o Portal confirma que Andrade Gutierrez possui contratos com o Executivo Federal e registra acordos de leniência. A Camargo Corrêa também aparece com contratos federais e acordo de leniência. Fonte: Chatgpt. Foto: criação IA Gemini e reprodução de telas yotube.
    • -*Espaço aberto para que as empresas citadas se quiserem  se manifestar.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *