Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se aproxima do fim deste terceiro mandato distante de uma das prioridades do seu governo: a integração sul-americana.
Embora tenha priorizado a retomada do protagonismo regional, a estratégia esbarrou em divergências ideológicas, crises diplomáticas e mudanças no cenário político do continente, o que dificultou também seu papel de liderança na região — apesar da manutenção das relações institucionais com países governados pela direta.
A busca pela integração regional acompanhou Lula ao longo de seus governos e neste mandato não foi diferente. Logo nos primeiros meses do governo Lula 3, o petista reuniu os chefes de Estado da América do Sul em Brasília com o objetivo de retomar o diálogo político e fortalecer os mecanismos de cooperação regional, abandonado nos anos anteriores.
O encontro resultou no chamado Consenso de Brasília, que reafirmou o compromisso dos países sul-americanos de intensificar o diálogo pela construção de uma agenda comum em áreas estratégicas para a região.
A iniciativa chancelou a tentativa de Lula de recolocar a integração sul-americana no centro da política regional, resgatando o protagonismo do Brasil – e o seu próprio – na articulação entre os países do continente.
Esses objetivos, contudo, esbarram com uma mudança política na região que foi alavancada por Javier Milei, presidente eleito na Argentina em 2023. Desde então, os dois países não apenas antagonizam politicamente, como disputam o protagonismo pela liderança regional.
Para Artur Ratc, doutor em Ciências Jurídicas e Sociais, a crise diplomática entre Brasil e Argentina, provocada por trocas de farpas entre Lula e Milei, são reflexos de como funciona a geopolítica.
“Governos de direito e de esquerda são, basicamente, do jogo político”, explica Ratc. “O que se sobrepõe a isso é como se comportam os governantes e, por consequência, as relações institucionais”.Foto: Reprodução de tela Youtibe e foto montagem chatgpt. Fonte, menos o título da matéria: https://www.metropoles.com/brasil/milei-e-onda-azul-na-america-do-sul-desafiam-lideranca-regional-de-lula








