Rosto da linha-dura do regime, Ahmad Vahid ocupou cargos estratégicos e liderou a repressão aos protestos recentes no país.
As credenciais de Ahmad Vahid, o novo chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, revelam um histórico de força bruta dentro e fora do Irã. Ele assume o lugar de Mohammad Pakpour, assassinado neste sábado no ataque coordenado entre EUA e Israel ao país, que matou 40 integrantes da cúpula do regime, entre eles, o líder supremo Ali Khamenei.
Novo líder supremo do Irã
Vahid é procurado pela Interpol como suspeito pelo atentado de 1994 contra o centro comunitário judaico AMIA, em Buenos Aires, que matou 85 pessoas e feriu outras 300. Na época, ele comandava a Força Quds, que opera como um braço paramilitar da Guarda Revolucionária e conduz operações no exterior e foi apontado pela Justiça como um de seus planejadores.
O ataque ao prédio da AMIA, no dia 18 de julho de 1994, é considerado o mais letal da História argentina. A sede da Associação Mutual Israelita Argentina foi destruída pela explosão de um furgão carregado de 300 quilos de explosivos, e conduzido por um terrorista suicida do Hezbollah.
A Justiça argentina concluiu em 2024 que o atentado foi patrocinado pelo regime iraniano, mas os acusados permanecem impunes, apesar dos mandados emitidos pela Interpol.








