urante sua fala, o vereador Caio Ferraz destacou que discutir moradia vai muito além da construção de casas. “Quando falamos de moradia, não estamos falando apenas de um teto. Estamos falando de dignidade, de segurança, de pertencimento. É a base para que uma pessoa possa reconstruir a sua vida”, afirmou. Ele também chamou atenção para a realidade nacional e local, lembrando que o Brasil enfrenta um déficit habitacional superior a 6 milhões de moradias e que mais de 300 mil pessoas vivem em situação de rua. Em Linhares, segundo ele, cerca de 60 pessoas estão nessa condição. O vereador ressaltou ainda o papel da Casa da Acolhida no município, que oferece não apenas abrigo, mas também encaminhamento para serviços de saúde e programas de reinserção social. “Não é apenas um espaço de acolhimento, é um espaço de recomeço”, pontuou. Outro destaque foi o avanço habitacional no município, com a entrega de residenciais como Jocafe I e II, Rio Doce e Mata do Cacau, além de novos empreendimentos em construção, como o Nova Santa Cruz I e II. Apesar disso, mais de 3.000 famílias ainda aguardam por uma moradia. Em sua fala, o padre Hansmiller destacou o papel da Igreja na promoção da dignidade humana por meio da Campanha da Fraternidade. “Neste ano, a Igreja lança o olhar sobre a moradia, entendendo que ela é fundamental para a dignidade da pessoa. É uma questão complexa, que exige união e responsabilidade, por isso a importância do diálogo na busca por soluções. A Igreja se coloca nesse caminho, contribuindo e refletindo sobre o que estamos fazendo em nosso município. Precisamos evitar julgamentos e olhar para essas pessoas com caridade, como Cristo nos ensinou”, concluiu. Durante o encontro, foi possível perceber o comprometimento e o cuidado das equipes que atuam diariamente nessa área, de forma incansável e sempre com esperança de transformar realidades e resgatar vidas. “Nosso trabalho é baseado no diálogo e no convencimento, já que não há como obrigar o acolhimento. Ofertamos os serviços da assistência social a partir da construção de confiança. Entendemos tanto a dor do morador quanto de quem está na rua. Cada pessoa tem uma história e precisa ser vista com respeito, empatia e um olhar caridoso”, reforçou Jenifer Pagung, do setor de Abordagem Social. A audiência também abriu espaço para a participação da população, fortalecendo o diálogo e a construção coletiva de soluções para o município. Ao final, ficou evidente que essa é uma questão desafiadora, que exige um trabalho contínuo, feito com paciência, responsabilidade e, sobretudo, humanidade. “Muitas vezes, a população não conhece de perto essa realidade, o que pode gerar julgamentos e preconceitos. No entanto, é fundamental reforçar que cada pessoa em situação de rua é, antes de tudo, um ser humano, que precisa ser visto com respeito, amor e compaixão”, destacou o vereador Caio Ferraz.
Geral

EM LINHARES (ES) Audiência pública debate moradia e dignidade

 

Audiência reforçou que moradia é dignidade e que o enfrentamento da situação de rua exige empatia, cuidado e ação conjunta.

A Câmara Municipal de Linhares realizou, na noite desta quarta-feira (15), uma audiência pública sobre a Campanha da Fraternidade 2026, que traz como tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). A iniciativa, proposta pelo vereador Caio Ferraz, o Jovem,  reuniu representantes do poder público, da Igreja Católica e da sociedade civil para discutir um dos temas mais urgentes da atualidade: o direito à moradia digna.

Participaram da mesa o padre Hansmiller, representando a Igreja Católica; o subsecretário municipal de Assistência Social, Rony Preato; e a promotora de Justiça, Dra. Graziella Gadelha. Também contribuíram com o debate Jenifer Pagung (Abordagem Social), Rayani Batista (Casa da Acolhida), Amarildo Gimenez (Desenvolvimento Urbano) e Altamir Ribeiro (Grupo Resgate). 

urante sua fala, o vereador Caio Ferraz destacou que discutir moradia vai muito além da construção de casas. “Quando falamos de moradia, não estamos falando apenas de um teto. Estamos falando de dignidade, de segurança, de pertencimento. É a base para que uma pessoa possa reconstruir a sua vida”, afirmou.

Ele também chamou atenção para a realidade nacional e local, lembrando que o Brasil enfrenta um déficit habitacional superior a 6 milhões de moradias e que mais de 300 mil pessoas vivem em situação de rua. Em Linhares, segundo ele, cerca de 60 pessoas estão nessa condição.

Vereador Caio, o Jovem (Divulgação)

 

O vereador ressaltou ainda o papel da Casa da Acolhida no município, que oferece não apenas abrigo, mas também encaminhamento para serviços de saúde e programas de reinserção social. “Não é apenas um espaço de acolhimento, é um espaço de recomeço”, pontuou.

Outro destaque foi o avanço habitacional no município, com a entrega de residenciais como Jocafe I e II, Rio Doce e Mata do Cacau, além de novos empreendimentos em construção, como o Nova Santa Cruz I e II. Apesar disso, mais de 3.000 famílias ainda aguardam por uma moradia.

Em sua fala, o padre Hansmiller destacou o papel da Igreja na promoção da dignidade humana por meio da Campanha da Fraternidade. “Neste ano, a Igreja lança o olhar sobre a moradia, entendendo que ela é fundamental para a dignidade da pessoa. É uma questão complexa, que exige união e responsabilidade, por isso a importância do diálogo na busca por soluções. A Igreja se coloca nesse caminho, contribuindo e refletindo sobre o que estamos fazendo em nosso município. Precisamos evitar julgamentos e olhar para essas pessoas com caridade, como Cristo nos ensinou”, concluiu.

Durante o encontro, foi possível perceber o comprometimento e o cuidado das equipes que atuam diariamente nessa área, de forma incansável e sempre com esperança de transformar realidades e resgatar vidas.

“Nosso trabalho é baseado no diálogo e no convencimento, já que não há como obrigar o acolhimento. Ofertamos os serviços da assistência social a partir da construção de confiança. Entendemos tanto a dor do morador quanto de quem está na rua. Cada pessoa tem uma história e precisa ser vista com respeito, empatia e um olhar caridoso”, reforçou Jenifer Pagung, do setor de Abordagem Social.

A audiência também abriu espaço para a participação da população, fortalecendo o diálogo e a construção coletiva de soluções para o município. Ao final, ficou evidente que essa é uma questão desafiadora, que exige um trabalho contínuo, feito com paciência, responsabilidade e, sobretudo, humanidade.

“Muitas vezes, a população não conhece de perto essa realidade, o que pode gerar julgamentos e preconceitos. No entanto, é fundamental reforçar que cada pessoa em situação de rua é, antes de tudo, um ser humano, que precisa ser visto com respeito, amor e compaixão”, destacou o vereador Caio Ferraz. Foto: Divulgação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *