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- Movimento Democrático Brasileiro (MDB / antigo PMDB): Citado no controle de diretorias estratégicas da estatal para arrecadação de recursos ilícitos. [1]
- Partido Progressista (PP): Apontado em delações como um dos grandes receptores de propina intermediada por parlamentares e ex-diretores.
- Luiz Inácio Lula da Silva: Acusado e condenado em instâncias da Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro (casos como o triplex do Guarujá e o sítio de Atibaia), com condenações posteriormente anuladas ou declaradas extintas pelo STF por questões processuais e de competência. (Foi descondenado depois numa decisão monocrática do miistro Fachin, a popular “Canetada”.
- Dilma Rousseff: Presidente da República durante o período de maior aprofundamento do esquema, alvo de citações políticas sobre o controle do conselho de administração da Petrobras, embora sem condenações penais no âmbito do esquema.
- Eduardo Cunha (PMDB): Ex-presidente da Câmara dos Deputados, apontado como um dos principais operadores de propinas do esquema, tendo sido condenado e preso no âmbito da Lava Jato.
- José Dirceu (PT): Ex-ministro da Casa Civil, apontado por delatores como um dos articuladores políticos do esquema de repasses a partidos, também alvo de condenações. [1]
- Renan Calheiros (MDB): Ex-presidente do Senado Federal, alvo de diversos inquéritos e investigações decorrentes de delações premiadas.
- Aécio Neves (PSDB): Ex-senador e candidato à presidência, citado em delações e investigado em inquéritos da operação.
- Paulo Roberto Costa: Ex-diretor de Abastecimento, foi um dos primeiros delatores a expor a lista de políticos beneficiados.
- Nestor Cerveró: Ex-diretor da Área Internacional, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Várias empresas envolvidas na Lava Jato devolveram dinheiro ou assumiram compromissos de ressarcimento, principalmente por meio de acordos de leniência. É importante distinguir dinheiro já efetivamente devolvido de valores apenas previstos nos acordos.
Entre as principais:
- Camargo Corrêa — devolveu valores à Petrobras. Em 2022, por exemplo, foram R$ 235,6 milhões à Petrobras + R$ 6,9 milhões à Transpetro, além de parcelas anteriores.
- Odebrecht/Novonor — acordo de leniência com União, CGU e AGU estabeleceu R$ 2,727 bilhões em pagamentos, incluindo ressarcimento, devolução de vantagens e multas.
- Andrade Gutierrez — participou de diversos acordos e pagamentos relacionados às investigações da Lava Jato. O Cade, por exemplo, registra contribuições pecuniárias em diferentes processos.
- OAS/Metha — também firmou acordos e assumiu obrigações financeiras relacionadas às investigações.
- Braskem — aparece entre as empresas que firmaram acordos de leniência e realizaram pagamentos relacionados às investigações.
- Carioca Engenharia — também realizou pagamentos no âmbito de acordos com o Cade e da Lava Jato.
- Setal/SOG Óleo e Gás — foi uma das primeiras empresas a celebrar acordo de leniência com o Cade e o MPF.
SBM Offshore — devolveu R$ 113,7 milhões à Petrobras somente entre agosto e outubro de 2022.
Um dado interessante: a Petrobras informou que, até novembro de 2022, havia recuperado mais de R$ 6,7 bilhões em recursos relacionados a acordos de colaboração, leniência e repatriações da Lava Jato.
Mas há uma questão importante hoje
Algumas dessas empresas ainda têm valores a pagar. Em 2024, por exemplo, UTC, Braskem, OAS/Metha, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Nova Participações e Odebrecht/Novonor estavam entre as sete empresas com acordos de leniência com a União que seriam renegociados; juntas, segundo a notícia, ainda deviam R$ 11,8 bilhões, em valores atualizados.
Portanto, não é correto dizer simplesmente que “as empresas devolveram tudo”. Algumas devolveram grandes quantias, outras continuam pagando parcelas e algumas ainda têm saldo devedor.
Algumas empresas que estiveram envolvidas na Lava Jato voltaram a ter negócios com o poder público, inclusive com órgãos federais. Mas há uma ressalva importante: ter contrato hoje não significa que a empresa esteja sendo acusada novamente de corrupção. Muitas passaram por acordos de leniência, pagaram valores e continuaram legalmente habilitadas a contratar.
O Portal da Transparência permite consultar contratos federais por fornecedor e ano, inclusive 2026.
Entre as empresas que merecem ser verificadas estão:
- Andrade Gutierrez
- Odebrecht/Novonor
- OAS
- Camargo Corrêa
- UTC
- Braskem
- Carioca Engenharia
- Setal/SOG
Essas empresas aparecem oficialmente nos acordos e investigações relacionados à Lava Jato.
Um caso particularmente interessante é a Novonor (antiga Odebrecht): o acordo de leniência reconheceu irregularidades em 49 contratos com o poder público e estabeleceu pagamento de R$ 2,727 bilhões à União e aos entes lesados
- Camargo Corrêa — consta atualmente no Portal da Transparência como empresa que possui contratos com o Poder Executivo Federal e aparece com R$ 646,7 milhões em recursos recebidos do Governo Federal no histórico disponível. O cadastro também registra seu acordo de leniência.
- O Portal permite consultar contratos por fornecedor e por ano, inclusive 2026, portanto é possível separar contratos antigos daqueles que ainda estão vigentes.
- Mas há uma correção importante em relação ao que eu disse antes: o Portal da Transparência informa que determinadas empresas “possuem contratos com o Poder Executivo Federal”, porém a página pública nem sempre deixa claro, no resultado de busca, se o contrato é novo em 2026, ainda vigente ou apenas histórico.
- O próprio Portal permite filtrar contratos por ano, fornecedor, órgão, vigência, situação e valor contratado.
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Empresas que devemos cruzar
Entre as principais estão:
- Andrade Gutierrez
- Camargo Corrêa
- Odebrecht/Novonor
- OAS/Coesa
- UTC Engenharia
- Braskem
- Mendes Júnior
- Galvão Engenharia
- Carioca Engenharia
- Setal/SOG
- Queiroz Galvão
- Por exemplo, o Portal confirma que Andrade Gutierrez possui contratos com o Executivo Federal e registra acordos de leniência. A Camargo Corrêa também aparece com contratos federais e acordo de leniência. Fonte: Chatgpt. Foto: criação IA Gemini e reprodução de telas yotube.
- -*Espaço aberto para que as empresas citadas se quiserem se manifestar.







