PIMENTA-DO-REINO - Preço do quilo atinge R$ 34,00; Apesar da alta nos preços, clima afeta produção capixaba, até do café - EMTENDA
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PIMENTA-DO-REINO – Preço do quilo atinge R$ 34,00; Apesar da alta nos preços, clima afeta produção capixaba, até do café – ENTENDA

 

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A estiagem também afetou o desenvolvimento de outras culturas no norte do Espírito Santo, como o café. Isso levou a uma queda na produção e, consequentemente, a um aumento nos preços de comercialização. Atualmente, a saca de café conilon está sendo vendida por R$ 1.200,00, enquanto o quilo da pimenta-do-reino alcançou R$ 34,00, um aumento considerável em comparação aos meses anteriores. Campanharo destaca que “o quilo da especiaria atingiu o pico de mais de R$ 40,00 em junho deste ano.”

Campanharo explica que a florada da pimenta é muito sensível a temperaturas abaixo de 15 °C e acima de 35 °C. “A exposição prolongada a essas condições faz com que os cachos abortem completamente ou apresentem banguelamento, resultando em cachos não homogêneos e com poucos frutos”.

O ciclo de produção, desde o lançamento dos cachos até a colheita, leva de seis a oito meses, mas a baixa produção durante esse período forçou alguns produtores a recorrer a financiamentos bancários ou ao seguro. Segundo Campanharo, a produção sofreu uma queda substancial, variando de 40% a 60% em alguns casos, enquanto outros produtores do norte do Espírito Santo tiveram uma frustração completa da safra.

Um fato percebido pelo engenheiro é que as lavouras, independentemente de serem irrigadas por gotejamento ou aspersão, apresentaram problemas graves no período. “As folhas queimaram, o material se deteriorou e as plantas não se desenvolveram. Houve supressão da safra nesse período”, relata Campanharo.

A situação se agravou no outono, de março a junho, quando as altas temperaturas persistiram. “Monitorando dados de estações meteorológicas nas principais regiões produtoras de pimenta, especialmente em São Mateus, observamos dias em maio com temperaturas acima de 35 °C. As plantas, ainda em recuperação, sofreram novo abortamento dos cachos, o que provavelmente influenciará a próxima safra,” disse Campanharo.

Para os próximos meses, Campanharo estima que a tendência é de estabilização ou aumento nos preços, já que os principais países produtores, como Indonésia e Vietnã, também enfrentam crises climáticas. Agora, o valor atual é de cautela.

“O investimento inicial na cultura é elevado e, sendo sazonal e cotada internacionalmente, requer cautela e assistência profissional. Erros na instalação das plantas, seja por mudas de má qualidade ou sistemas mal conduzidos, têm reduzido a vida útil das plantações de pimenta-do-reino. Antigamente, as plantações duravam mais de 10 a 20 anos, mas hoje, a vida útil está muito baixa devido a esses erros iniciais”.

A qualidade da pimenta também foi influenciada pela baixa produtividade. Com uma produtividade abaixo do esperado, a qualidade do grão é afetada, resultando em grãos menores e de menor peso, semelhante ao ocorrido com o café conilon.

O Espírito Santo se destaca como o maior produtor e exportador de pimenta-do-reino, responsável por 60% da produção nacional e 65% das exportações. Em 2022, a produção capixaba ficou em 76.533 toneladas, a maior registrada na série histórica. A pimenta-do-reino é importante para a balança comercial do agronegócio capixaba, com 54,5 mil toneladas embarcadas para 74 países em 2023, gerando uma receita de US$ 167,6 milhões. Os principais compradores foram o Vietnã, Marrocos e Emirados Árabes. Fotos: Pixabay e fonte. Fonte: https://www.folhavitoria.com.br/economia/agro-business/2024/06/20

Por: STEFANY SAMPAIO

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