PARTIDOS NÃO SÃO OBRIGADOS, E NEM DEVEM - "Sem mulheres na vice, campanhas dependem de "madrinhas" pelo voto feminino", EXPLODE NA IMPRENSA MILITANTE DO FEMINISMO
Política

PARTIDOS NÃO SÃO OBRIGADOS, E NEM DEVEM – “Sem mulheres na vice, campanhas dependem de “madrinhas” pelo voto feminino”, EXPLODE NA IMPRENSA MILITANTE DO FEMINISMO JOGANDO MAIS UMA VEZ MULHERES CONTRA HOMENS

 

 

 

 

 

 

Partidos querem o voto feminino, mas reservam aos homens o topo das principais candidaturas.

A contradição deverá ficar exposta durante a campanha: as mulheres não estarão nas chapas, mas serão convocadas para pedir votos por elas. Lideranças femininas deverão assumir o papel de “madrinhas”, chamadas para humanizar os candidatos, amortecer rejeições e falar diretamente com as eleitoras.

A estratégia mostra que os partidos reconhecem a força desse eleitorado. As mulheres representam 52,8% dos eleitores brasileiros — quase 84 milhões de votos. Também chefiam mais da metade dos lares e sentem diretamente os efeitos da inflação dos alimentos, da perda de renda e do custo dos serviços essenciais.

Oposição procurou mulheres, mas terminou entre homens

No campo da oposição, a procura por uma vice mulher respondia a um cálculo eleitoral. A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) buscou nomes como os da senadora Tereza Cristina (PP-MS), vista como ponte com o agronegócio e setores mais moderados, e de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa no governo de Jair Bolsonaro. Também surgiram os nomes de Priscila Costa, vereadora de Fortaleza, e da deputada federal Bia Kicis, aliada histórica de Bolsonaro.

Sem atrair PP, Republicanos e Podemos para uma coligação formal, o PL fechou uma chapa puro-sangue com o deputado Alfredo Gaspar.

Romeu Zema enfrentou dificuldade semelhante. Isolado no Novo, compôs com o senador Eduardo Girão. Nos dois casos, o impasse na construção de alianças resultou em chapas exclusivamente masculinas.

Governo optou pelo pragmatismo da frente ampla

No campo governista, Lula manteve Geraldo Alckmin e preservou a aliança entre PT e PSB. Setores do PT, da base aliada e de movimentos sociais defenderam uma mulher na vice. Simone Tebet (PSB), Anielle Franco e Gleisi Hoffmann foram mencionadas, mas nenhuma articulação avançou.

O “fator Alckmin” acabou falando mais alto. Vice-presidente, ele permanece como o principal símbolo da frente ampla que venceu a eleição de 2022.

No governo e na oposição, a definição das chapas seguiu a lógica dos acordos partidários — ou da dificuldade de construí-los —, do tempo de televisão e dos interesses dos grupos que ainda controlam as estruturas partidárias – majoritariamente masculinos.

 Fonte: menos parte do título – https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/julliana-lopes/eleicoes/sem-mulheres-na-vice-campanhas-dependem-de-madrinhas-pelo-voto-feminino/#goog_rewarded

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