”A ABMT defende que suspeitas sobre integrantes do STF devem ser apuradas com rigor e devido processo legal, sem projetar desgastes sobre toda a categoria — que já é permanentemente fiscalizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelas Corregedorias.”, disse a ABMT em nota.
A associação finalizou o texto declarando que a magistratura “não pode ser transformada em escudo retórico para uma crise situada no âmbito da própria Corte.”
Bate-bocas e pedido de desculpas
As manifestações das entidades ocorrem após uma das sessões mais tensas recentes do Supremo. O plenário discutia se procedimentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça nos desdobramentos do Caso Master deveriam tramitar conjuntamente.
O placar formal chegou a 4 a 3 pela manutenção dos casos separados. Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia ficaram de um lado, enquanto Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam que os processos sejam analisados juntos. Dino também havia se manifestado pelo julgamento conjunto, mas pediu vista antes da conclusão e solicitou que seu voto não fosse computado no placar provisório. Com isso, o julgamento foi suspenso sem definição final.
A sessão foi marcada por sucessivas discussões entre os ministros. Gilmar e Mendonça trocaram acusações, Dino criticou a condução do julgamento e, no fim, classificou a sessão como “desastrosa”. Cármen Lúcia afirmou estar consternada com a crise e pediu desculpas à população pelo ambiente criado no Supremo.
Fotos: Pixabay, grock e chatgot e fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/magistrados-reagem-a-dino-apos-fala-sobre-corrupcao-no-judiciario