Entrevista Hyldon, ele fala do cantador capixaba na entrevista Cirinho Rio Doce
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ENTREVISTA MUSICAL para nossos internautas: Hyldon, mais de três milhões de discos vendidos e uma lenda da MPB

Dobre seu capital em 30 Dias!

As gerações  dos anos 70 e 80 e a atual  cantam  seus sucessos, entre eles, ” Na Rua na Chuva e na Fazenda – Casinha de Sapê”. 

Seu talento voltou a mídia e faz shows pelo país e até no Exterior com agenda lotada.

Hyldon no final dos anos 70

Um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira – MPB, o baiano Hyldon de Souza,  radicado no no  Rio de Janeiro (RJ), se destaca no cenário musical com letras bem elaboradas, poéticas, com uma sonoridade musical única . Depois de anos afastado da grande mídia, Hyldon retorna com força depois que a geração mais nova passa a percorrer sua grande obra. Talento, simpatia e carisma é que não falta a esse  arretado de Salvador conhecido como o Rei do Soul Music. Seus sucessos  são “Na rua na chuva ou na fazenda”, “Nas dores do mundo”, “Na sombra de uma árvore”, entre outros.

O baiano é ainda produtor musical, maestro, saxonista, guitarrista, baixista, baterista e  tecladista. É um dos mais artistas brasileiros mais conhecidos no exterior fazendo shows com frequência na Europa. Esteve recentemente no Rock In Rio  e já participou do mesmo evento em Londres e Portugal.
 Como vê a música atual, melhor ou pior quando fez muito sucesso?
Hyldon -A música do Brasil é a mais rica do mundo e tem muita música de qualidade que não chega as pessoas , a  internet chegou para democratizar os caminhos dos artistas até o público mas quem manda ainda são as grandes emissores , principalmente de rádio e Televisão que, infelizmente, 99% são comprometidas com o famoso jabá .
 Porque as rádios hoje em dia batem sempre na mesma tecla, no mesmo estilo. Acha que há uma ditadura musical?
As rádios  trabalham como agencia de publicidade, pagou elas tocam. Mas existem exceções!
Hyldon é uma lenda da MPB
Hyldon é uma lenda da MPB e como ele está atualmente 

Como foi sua experiência de participar do Rock In Rio de 2017 ?

  Eu já havia tocado em 2012 no Rock in Rio Lisboa e foi surpreendente ver que as pessoas lá conheciam e cantaram comigo minhas músicas . Agora (Rio)  aqui, no ano passado, foi maravilhoso, uma baita estrutura, é muito legal trabalhar com profissionais como o Zé Ricardo(curador do Palco Sunset)e toda a equipe, fui convidado da Ana Cañas e tinha ao nosso lado uma super banda capitaneada pelo excelente guitarrista Edgar Scandurra, além de cantar minhas músicas , sentir a vibração de um público musical e participativo, foi demais.
 Conhecia o trabalho de Cirinho Rio Doce, cantador Capixaba ? Como avalia o trabalho dele?
 O Cirinho segue uma linha que gosto muito que é a do violeiro – cantador , tipo o Elomar, Paulinho Pedra Azul, Almir Sater, Renato Teixeira. Conheço o trabalho dele sim e gosto muito, vamos ver se fazemos alguma coisa juntos .
 O Brasil atual te incomoda, com tanta roubalheira ? Acha que o País tem uma luz no fim do túnel ?
 Tem um luz no fim do tunel e espero que não seja um trem, o que me preocupa é a falta de opções, tomara que  não fiquem os mesmos. Que apareça gente nova na política e que juntos possamos mudar esse sistema viciado em roubos e falcatruas. Os que estão no meu radar, são como dizia um personagem do saudoso Chico Anysio – “o POVO QUE SE EXPLODA”.
Torce para qual time de futebol?  vai com frequência aos estádios ?
Vasco da Gama , vou muito pouco e  prefiro ver na TV
 O que mais te incomoda na música hoje em dia?
Apesar da música brasileira ser a mais linda e mais versátil do mundo toca sempre as mesmas porcarias.
É mais fácil fazer sucesso hoje em dia?
Talvez seja mais fácil sim, mas também somem como chuva de verão. Um sucesso não dura três meses, quando muito.
 Que dica dá para os jovens que estão começando hoje em dia na música ?
Hyldon – Poucas são as pessoas no mundo que trabalham no que amam, se você conseguir fazer isso , já é um grande passo, dinheiro não é tudo. Eu nunca fiz música para ganhar dinheiro, fiz por uma necessidade de me  expressar, por amor a música, talvez por isso minhas canções estão aí há quatro décadas.

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