MP junto ao TCU pede suspensão de reajuste do Bolsa Família anunciado por Lula FOTOS GERADAS POR PIXABAY E IAs gemini e pixabay
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BOLSA FAMÍLIA – MP junto ao TCU pede suspensão de reajuste do Bolsa Família anunciado por Lula; EM 2022, COM BOLSONARO, GILMAR MENDES DO STF FOI CONTRA; COM LULA, É FAVORÁVEL

 

 

 

 

 

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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) pediu a suspensão do reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida foi formalizada na quinta-feira (17) e começa a produzir efeitos na folha de outubro.

A representação foi apresentada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, que questiona se há previsão orçamentária suficiente para bancar o aumento. O pedido ainda será analisado pelo TCU.

Segundo Furtado, o decreto não apresenta estimativa do impacto financeiro, não especifica a fonte de custeio nem demonstra compatibilidade com a Lei Orçamentária Anual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Ele pede que o tribunal apure possível descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

A representação também questiona o uso de decreto presidencial para elevar os valores. Na avaliação do subprocurador, o Executivo teria criado novas obrigações financeiras sem previsão legal específica.

Furtado solicitou ainda que Lula e os ministros responsáveis pela medida sejam chamados a apresentar, em até 15 dias, informações sobre a dotação disponível e o impacto esperado. O pedido inclui manifestação da Secretaria de Orçamento Federal e da Secretaria do Tesouro Nacional sobre a existência de recursos para custear a mudança.

O subprocurador pede uma decisão cautelar para impedir o início dos pagamentos reajustados enquanto o TCU analisa o caso. Ele argumenta que valores já transferidos aos beneficiários seriam de difícil recuperação caso o tribunal conclua posteriormente pela existência de irregularidades.

A proximidade das eleições também aparece na representação. O decreto foi editado a 17 dias do primeiro turno, e Furtado afirma haver risco de uso político-eleitoral da ampliação do benefício. A avaliação é do subprocurador e ainda não foi julgada pelo TCU.

Governo diz ter espaço no Orçamento

O decreto elevou o piso do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691 e corrigiu os demais valores do programa pela inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, medida pelo INPC. A atualização passa a valer na folha de outubro.

O governo estima impacto adicional de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de cerca de R$ 22,7 bilhões em 2027. Segundo o Ministério do Planejamento, parte do custo deste ano será coberta por uma revisão para baixo em outras despesas, principalmente benefícios previdenciários.

A Advocacia-Geral da União avaliou previamente a medida e, segundo o governo, não identificou impedimento jurídico. A interpretação do Executivo é que o decreto atualiza valores de um programa já existente, sem criar novo benefício ou alterar as condições de acesso.
 Fotos ilustrativas chatgpt e gemini ia. Fonte: https://www.infomoney.com.br/politica/mp-junto-ao-tcu-pede-suspensao-de-reajuste-do-bolsa-familia-anunciado-por-lula/

Em decisão, Gilmar Mendes diz que reajuste do Bolsa Família feito por Lula não fere regras eleitorais

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o decreto que reajusta o valor do benefício do Bolsa Família não fere as regras eleitorais. O ministro afirma, na decisão desta sexta-feira (18), que o aumento concedido é apenas “atualização dos valores” pelo critério de correção monetária.

“A providência adotada corresponde, portanto, à atualização periódica dos valores prevista no marco legal que disciplina atualmente a política pública e que já foi reconhecido por esta Corte como instrumento de concretização da ordem proferida nestes autos. […] Além disso, a medida não importa criação de novo benefício, alteração dos critérios de elegibilidade ou ampliação do universo de beneficiários. Trata-se apenas de atualização dos valores das prestações integrantes de programa social já existente, mediante critério objetivo de correção monetária”, escreveu Gilmar Mendes.

“Com efeito, ressalto que o critério adotado para a atualização foi a variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026, apurada em 15,04%, de modo que representa mero mecanismo de recomposição da inflação acumulada, e não aumento real”, continuou o ministro.

GOLMAR EM 2022 quando o presidente era Bolsonaro:

O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a Emenda Constitucional 123/2022, conhecida como a “PEC das Bondades”, que criou e ampliou benefícios sociais durante o período eleitoral de 2022.
O que diz a decisão
  • Violação eleitoral: O plenário entendeu que a criação dos auxílios burlou a regra da anterioridade eleitoral e feriu a igualdade de oportunidades entre os candidatos. 
  • Contexto de 2022: A norma usou um estado de emergência — justificado pela alta nos preços dos combustíveis — para liberar R$ 41,25 bilhões fora do teto de gastos. 
  • Efeitos práticos: A decisão teve efeito apenas para o futuro (ex nunc). Os valores pagos e recebidos de boa-fé pela população em 2022 não foram devolvidos ou cancelados. 
Benefícios envolvidos na época
  • Aumento do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600.
  • Ampliação do Vale-Gás.
  • Criação de auxílios financeiros para taxistas e caminhoneiros. 
Entendimento do Tribunal

Fonte: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/09/18/gilmar-mendes-diz-que-reajuste-do-bolsa-familia-feito-por-lula-nao-fere-regras-eleitorais.ghtml

 

 
 

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