
Mais de 85 mil internações por infarto agudo do miocárdio foram registradas no Sistema Único de Saúde (SUS) entre janeiro e maio de 2026. Foram 85.039 hospitalizações no período, segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), disponibilizados pelo DATASUS e analisados em estudo publicado em agosto. O levantamento considera apenas os cinco primeiros meses do ano.
Nos anos completos, o número de hospitalizações por infarto aumentou 97,4% entre 2015 e 2025, passando de 101.208 para 199.819 registros. O estudo foi elaborado a partir de dados do SIH/SUS sobre internações com diagnóstico principal de infarto agudo do miocárdio.
Não existe um exame único capaz de prever a ocorrência de um infarto. Segundo Daniel Marotta, cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo, a análise considera um conjunto de fatores, entre eles pressão arterial, colesterol, glicemia, idade, histórico familiar e hábitos de vida. “Não existe um exame isolado capaz de prever um infarto. A avaliação considera o conjunto de fatores de risco, como pressão arterial, colesterol, glicemia, idade, histórico familiar e hábitos de vida. A partir desses dados, o médico define a necessidade de acompanhamento ou de exames complementares”, afirma.
A combinação de diferentes fatores também pode influenciar o risco cardiometabólico, segundo Marotta. “O histórico familiar merece atenção porque pode modificar a avaliação mesmo quando os exames de rotina estão dentro dos valores esperados. A combinação de diferentes fatores também importa: obesidade, alterações da glicose, colesterol e pressão alta podem se somar e aumentar o risco cardiometabólico”, reitera.
Quais exames podem ser solicitados?
Entre os exames que podem fazer parte da avaliação estão a medição da pressão arterial, o perfil lipídico, a glicemia de jejum e a hemoglobina glicada. Também podem ser indicados eletrocardiograma, teste ergométrico, ecocardiograma, Holter e Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA).
A investigação também pode incluir ainda exames de função renal, ferramentas de estratificação do risco cardiovascular e, em situações específicas, exames de imagem, como o escore de cálcio coronariano.
A indicação depende de fatores como idade, sintomas, fatores de risco, histórico familiar e resultados encontrados inicialmente. Nem todos os pacientes precisam realizar os mesmos exames. Dor ou pressão no peito, falta de ar, palpitações, desmaio e cansaço fora do habitual estão entre os sintomas que podem justificar investigação.













