Nobel Peace Prize for Donald Trump and Benjamin Netanyahu.
Polícia

RECOMPENSA – EUA oferecem mais de US$ 1 milhão por informações contra frigoríficos investigados, incluindo JBS e Marfrig

 

 

 

O governo dos Estados Unidos afirmou nesta semana que pagará uma recompensa que pode ultrapassar US$ 1 milhão a quem fornecer informações sobre frigoríficos investigados por práticas comerciais abusivas.

JBS e a National Beef, controlada pela Marfrig nos Estados Unidos, são alvos da investigação. Além delas, as norte-americanas Cargill e Tyson Foods também são analisadas desde novembro do ano passado.

A operação começou por solicitação do presidente dos EUA, Donald Trump, que acusou as quatro empresas de elevarem os preços da carne bovina “por meio de conluio ilícito”. Segundo o governo, entre 1980 e 1990, a fatia de gado comprada por esses frigoríficos passou de um terço para mais de 80% do total nacional.

O Departamento de Justiça informou que revisou mais de 3 milhões de documentos e ouviu centenas de pessoas do setor, como pecuaristas e produtores.

A recompensa pode variar de 15% a 30% do valor das multas aplicadas às empresas, que devem ultrapassar US$ 1 milhão. O pagamento será feito a quem fornecer informações sobre possíveis crimes concorrenciais ou fraudes.

 

Em nota, a Marfrig afirmou que respeita as leis de defesa da concorrência. A empresa acrescentou que, nos EUA, a National Beef atua em sociedade com 700 produtores locais, que detêm cerca de 18% do capital da companhia.

g1 procurou a JBS, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Foco nas empresas brasileiras

 

A JBS é a maior produtora de carne nos EUA, segundo a empresa. Já a National Beef é a quarta maior e é reconhecida como a mais lucrativa do setor no país, segundo a Marfrig.

A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, afirmou na segunda-feira que a propriedade estrangeira de grandes processadores de carne representa uma ameaça ao país.

“Uma empresa de propriedade brasileira detém cerca de um quarto do mercado e possui um histórico documentado de corrupção internacional e atividade ilícita”, disse a secretária.

Ela também associou a empresa a casos de corrupção, cartéis e trabalho escravo, citando denúncias recentes. “O que já é ruim o suficiente por si só, mas também é em detrimento dos grandes pecuaristas independentes e consumidores da América”, declarou.

No dia 29, o Ministério Público do Trabalho (MPT) do Pará pediu a condenação da JBS em, no mínimo, R$ 118 milhões por trabalho análogo à escravidão na cadeia produtiva da pecuária. Na ocasião, a empresa disse que “não foi notificada sobre as ações mencionadas”.

Além de Rollins, o conselheiro do presidente Trump, Peter Navarro, disse que o lobby da carne, representado por brasileiros, teria “ameaçado silenciosamente a Casa Branca” em resposta ao tarifaço. Segundo ele, isso teria resultado no desvio de carne dos EUA para a China.

Em agosto, os EUA aplicaram uma tarifa de 50% sobre diversos produtos brasileiros exportados para o país, incluindo carne. O Brasil é o principal fornecedor do produto para a indústria norte-americana.

Menos gado no pasto

Os estoques de gado nos EUA caíram ao nível mais baixo em quase 75 anos, após fazendeiros reduzirem seus rebanhos devido a uma seca prolongada, que prejudicou as pastagens e elevou os custos de alimentação.

O fornecimento ficou ainda mais restrito porque os EUA suspenderam, há um ano, a maioria das importações de gado mexicano, diante de preocupações com a disseminação da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga que infesta o gado.

Apesar de também serem grandes produtores, os EUA ainda precisam importar carne para suprir a demanda dos consumidores, que se manteve firme e pressionou os preços.

A baixa oferta obrigou frigoríficos a pagar mais pelo gado destinado à produção de hambúrgueres e bifes.

  • Em dezembro, a JBS informou que fecharia de forma permanente uma fábrica nos arredores de Los Angeles, responsável por preparar carne bovina para venda em supermercados dos Estados Unidos.
  • O frigorífico rival Tyson Foods também anunciou, em janeiro do ano passado, o fechamento de uma importante fábrica de abate de gado em Nebraska, que emprega cerca de 3.200 pessoas.

Pecuaristas insatisfeitos

Pecuaristas norte-americanos criticam Trump desde outubro, após o presidente sugerir que o país importe mais carne bovina da Argentina. Na ocasião, ele disse que usaria a medida para reduzir os preços nos EUA, que atingiram níveis recordes.

Os produtores viram o comentário como uma ameaça, em um momento de preços elevados do gado e forte demanda dos consumidores americanos.

Trump respondeu às críticas nas redes sociais e afirmou que eles estão em boa condição econômica graças ao tarifaço imposto ao Brasil e a outros países.

“Os pecuaristas, que eu amo, não entendem que a única razão pela qual estão indo bem, pela primeira vez em décadas, é porque eu impus tarifas sobre o gado que entra nos EUA, incluindo uma tarifa de 50% sobre o Brasil”, disse Trump em sua rede social.

 Fonte: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2026/05/07/eua-oferecem-mais-de-us-1-milhao-por-informacoes-contra-frigorificos-investigados-incluindo-jbs-e-marfrig.ghtml

Foto: Chatgpt.

*Nobel Peace Prize for Donald Trump and Benjamin Netanyahu.

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