Política

“Eu não sou gay”, insinua Luiz Durão em entrevista

 “Se me provoca e não faço, vão me chamar de quê? De gay”.

A afirmação é do ex-deputado estadual Luiz Durão, absolvido em primeira instância após ser acusado de estuprar jovem de 17 anos. Político de 72 anos diz que relação sexual foi consensual, disse ele em entrevista a A Gazeta.

 Luiz Durão retoma a cena eleitoral  e esquenta a política de Linhares. Em entrevista ao Norte Notícias, de Linhares, o Velho Cacique da política linharense afirmou que “é candidatíssimo” e vai  concorrer a prefeitura de Linhares apostando no carisma e em seu trabalho como prefeito. A bem da verdade, Linhares conta com o balneário de  Pontal do Ipiranga graças a ele que doou centenas de lotes para que o local começasse a ser povoado. (Continua após o anúncio).

 Caso seja candidato mesmo, Durão  vai enfrentar os gigantes Guerino Zanon, que deve disputar a reeleição, a ex-deputada  Eliana Dadalto e e o deputado Marquinhos Garcia. O jovem Lucas Scaramussa também está no páreo.

 Entre prefeitura, Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados, Luiz Durão soma nove mandatos ao longo de mais de 50 anos de carreira. Ele também é empresário do ramo agropecuário e um dos políticos mais ricos do Estado.

GAY – Ao comentar o caso pela primeira vez, Durão afirmou para A Gazeta  ter se preocupado com a própria reputação. Então, ele “provou” que “é homem” ao evitar insinuações de que, negando a relação, poderia ser chamado de gay.

“Eu sou político, mas sou homem. Se a pessoa quer e me provoca para isso, se eu não faço, vão me chamar de quê? De gay. Pelo menos eu provo que sou homem. Agora pegar à força ou fazer isso ou aquilo, jamais. Nem uma prostituta eu tenho coragem de fazer. E outra, se eu tenho 72 anos e nunca fiz isso, não é agora que vou fazer. E outra coisa, quem quer pegar alguém à força vai para o motel?”. (Continua após o anúncio).

 

 

 

 

 

A pedido da mãe da garota, ele dava uma carona para a adolescente, de Linhares até Vitória, quando entrou com o carro em um motel, na Serra. Foi preso na saída, no dia 4 de janeiro deste ano. Ficou detido por cerca de 40 dias, até ser beneficiado por um habeas corpus.

“Ela mesma falou isso [que foi consensual]. Está lá [no processo]: ‘você forçou alguma coisa? Não. Ele te forçou alguma coisa? Não. Ele achou que você estava querendo? Sim’. Não precisa dizer mais nada. Agora tem uns que querem fazer justiça, outros partem para fazer injustiça”.

“Esse negócio de idade, homem é homem, né. Se me pegasse lá dentro com outro homem, fazia diferença. Mas não. Se ela foi, é porque consentiu. Por que não falou na estrada que não queria entrar? Por que veio desde lá, jogou a saia por cima da perna e cruzou as pernas em cima?”, frisou.

Na denúncia oferecida à Justiça, a Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) argumentou que Durão premeditou o crime de estupro ao dar uma carona para a jovem . A PGJ considerou ainda, como agravante, o fato de o ex-deputado ter convivência no “âmbito da família” da vítima, com base na Lei Maria da Penha.

“Essa decisão eu já estava com ela na cabeça, porque quem não faz nada, não pode ser acusado de ter feito alguma coisa. Se você pegar o processo dela e der uma olhada, porque eu não posso falar sobre o processo, hora nenhuma ela diz que eu forcei ela à nada que eu fiz nada, entendeu? E eles fazer o que fizeram… Foi mais do que justa essa coisa [decisão da Justiça, de absolvição] aí e graças a Deus o povo toma conhecimento de tudo que aconteceu e está acontecendo”, disse.

A acusação diz que Durão agiu para destruir “psicologicamente a resistência da vítima”. A denúncia criminal menciona ordem para ela desligar o telefone dentro do motel, mudança no trajeto até a Grande Vitória, “ascensão sobre a vítima” e “visitas mensais” ao núcleo da família da jovem. Com informações de Norte Notícias e A Gazeta. * Nem todas as notícias você recebe via wats app, acesse nosso site www.radargeral.com. Notícia toda Hora. Mande seu vídeo ou foto de registros por aí pelo fone (27) 99954-8165.

 

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