BURACO - Estatais federais têm rombo de R$ 8,3 bilhões até julho; no último ano (2022) , Bolsonaro fechou no azul, registrando um superávit primário de R$ 54,1 bilhões nas estatais
Economia

BURACO – Estatais federais têm rombo de R$ 8,3 bilhões até julho; no último ano (2022) , Bolsonaro fechou no azul, registrando um superávit primário de R$ 54,1 bilhões nas estatais

 

 

 

 

 

 

  • Nas contas do governo de Jair Bolsonaro no último ano da gestão de Jair Bolsonaro (2022) fecharam no azul, registrando um superávit primário de R$ 54,1 bilhões. 
As contas do governo em 2022
  • O resultado positivo foi o primeiro registrado desde 2013, após oito anos consecutivos de déficits nas contas públicas.
  • O superávit significa que as receitas do governo (arrecadação de impostos, royalties, dividendos de estatais) foram maiores do que as despesas primárias, sem contar o pagamento de juros da dívida pública.
  • O desempenho foi impulsionado por uma arrecadação recorde e alta distribuição de dividendos de empresas estatais.

As estatais federais registraram déficit de R$ 476 milhões em julho de 2026, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC) na manhã desta segunda-feira (31), no Boletim de Estatísticas Fiscais. No acumulado do ano, o rombo chegou a R$ 8,3 bilhões.

O resultado negativo das estatais federais faz parte de um déficit conjunto de R$ 1,1 bilhão das empresas públicas em julho. As federais responderam por R$ 476 milhões em déficit, enquanto as estaduais registraram déficit de R$ 653 milhões. As municipais, por outro lado, tiveram superávit de R$ 18 milhões.

Nas estatais federais, a maior pressão sobre as contas ocorreu nos primeiros meses de 2026. Em janeiro, o déficit chegou a R$ 3,33 bilhões, o pior resultado mensal do ano até agora. Em fevereiro, foram R$ -829 milhões; em março, R$ -249 milhões; em abril, R$ -1,53 bilhão; em maio, R$ -27 milhões; em junho, R$ -1,84 bilhão; e, em julho, R$ – 476 milhões.

O cálculo do BC não inclui grandes estatais como Petrobras e Eletrobras. O indicador, portanto, concentra empresas federais dependentes do Tesouro ou com maior fragilidade financeira.

Um dos principais focos de pressão está nos Correios. A estatal informou que encerrou 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões. Para enfrentar a deterioração financeira, a empresa contratou no ano passado um empréstimo de R$ 12 bilhões com um pool de bancos, com garantia da União. A liberação do crédito foi condicionada ao cumprimento de um plano de reestruturação dos Correios.

Agora, os ministérios do Planejamento e Orçamento (MPO), da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e das Comunicações informaram, em nota divulgada neste domingo (30/8), que o governo prevê um aporte de R$ 6 bilhões nos Correios em 2027. O valor deverá constar no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que será encaminhado ao Congresso nesta segunda-feira.

“Com isso, a estatal terá maior estabilidade para seguir negociando com seus clientes e fornecedores, em direção ao bom andamento do seu Plano de Reestruturação e à recuperação dos resultados financeiros positivos da empresa”, alegam os ministérios na nota. Foto:  . Fonte: https://claudiodantas.com.br/bc-estatais-federais-rombo-r-8-bilhoes-julho/

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