



* A verdade dura é, infelizmente: quanto mais rodado for o parceiro (a), maior o perigo de contágio. Nunca sabemos se nosso parceiro (a) se protegeu de verdade em determinada relação sexual anterior em outra ou outras relações. Na dúvida, “camisinha”. Mas hoje há tratamentos em que se pode levar uma vida duradoura e normal. E não devemos ter preconceitos com pessoas que contraíram a doença – amanhã pode ser nós. Relaçoes sexuais são um dos maiores transmissores de doenças. As vezes determinada doença pode não ser sentida em uma semana, mas pode aparecer em anos depois. Sem contar a transferência de energia no ato sexual. No mundo maluco de hoje, deve-se fazer exame de sangue antes, igual fazem as atrizes e atores de filmes pornôs. Tudo virou uma bagunça mesmo. Não à toa que o seguro nunca nunca morreu novo, não é mesmo? Um mau espírito pode estragar a vida de uma pessoa depois. Bonito (a) na casca, mas por dentro…… Nunca sabemos. Por isso deve-se pensar muito, na nossa humilde opinião, que não se deve sair por aí e ir para o ato sexual com a pessoa que se conheceu numa balada, por exemplo. É preciso conhecer bem a pessoa. Mas cada um sabe o que faz de sua vida e a siga como quiser. E ninguém tem nada com isso.
Participação dessa faixa etária entre os casos femininos passou de 10,9% para 17% na última década, em um cenário marcado por relações estáveis, tabu e baixa percepção de risco.
Na última década, a participação dessa faixa etária entre os diagnósticos femininos passou de 10,9% para 17%. Os dados são do Boletim Epidemiológico HIV e Aids 2025, do Ministério da Saúde.
A estatística revela não apenas uma mudança demográfica, mas também o problema do diagnóstico tardio. “Muitas dessas mulheres são casadas e estão em relações estáveis. O HIV é o último exame que o médico pede”, afirma a infectologista Raquel Guimarães, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
Entre mulheres acima dos 50 anos, a principal forma de transmissão é via heterossexual, contrariando a ideia de que o risco está restrito a determinados grupos. “O uso de preservativo dentro de uma relação considerada estável é um grande desafio. Existe uma expectativa de fidelidade que muitas vezes não corresponde à realidade”, explica a médica.
A dificuldade de negociar o uso de proteção, a dependência financeira e o próprio tabu em torno da sexualidade nessa fase da vida contribuem para a vulnerabilidade dessas mulheres. Há também um componente biológico. Com a chegada da menopausa, alterações hormonais podem tornar o organismo mais suscetível à infecção. O ressecamento vaginal, por exemplo, pode causar microlesões durante a relação sexual, facilitando a entrada do vírus.
Sintomas que passam despercebidos
Como o exame de HIV não costuma fazer parte da rotina de mulheres com mais de 50 anos em relacionamentos estáveis, o diagnóstico só vem quando a infecção já está em estágio avançado. Para piorar, perda de peso, falta de apetite, fadiga e infecções recorrentes podem ser confundidos com outras condições comuns, protelando a descoberta do vírus.
O grupo mais afetado é o das mulheres pretas e pardas. Em 2025, 62,5% dos diagnósticos nessa faixa etária ocorreram entre elas, escancarando desigualdades no acesso à informação, aos serviços de saúde e às estratégias de prevenção.
O Brasil é referência na chamada prevenção combinada do HIV, que reúne diferentes ferramentas disponíveis gratuitamente no SUS. Entre elas estão a PrEP (profilaxia pré-exposição), que reduz significativamente o risco de infecção, e a PEP (profilaxia pós-exposição), indicada após uma situação de risco.
Pessoas em tratamento que atingem carga viral indetectável deixam de transmitir o vírus por via sexual. Mas essas estratégias ainda são pouco conhecidas entre mulheres acima dos 50 anos, que muitas vezes nem sequer se percebem como público-alvo dessas políticas.
A orientação de Guimarães para mulheres acima de 50 anos é que elas peçam para seu médico incluir testes de HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) nos exames de rotina. Quanto mais cedo o diagnóstico e o início do tratamento, melhor o prognóstico para a saúde da pessoa.
Foto ilustrativa Gemini. Fonte: https://revistamarieclaire.globo.com/saude/noticia/2026/03/casos-de-hiv-avancam-entre-mulheres-acima-dos-50-anos-no-brasil-e-expoem-diagnostico-tardio.ghtml