O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) enviou ofício à Polícia Federal e à Interpol pedindo a adoção de medidas de cooperação internacional para apurar a origem, a movimentação e os beneficiários de recursos relacionados ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar solicita o compartilhamento de informações com autoridades de países como Estados Unidos, Holanda e Hungria e pede a preservação de registros financeiros ligados ao projeto.
No pedido, Lindbergh afirma que reportagens apontaram a participação de empresas estrangeiras e mecanismos financeiros internacionais na produção do filme. Segundo o deputado, documentos revelados pela Agência Pública indicariam que Eduardo Bolsonaro foi descrito como “financiador” do projeto e que houve tentativa de contratação de uma estrutura de conta de custódia para movimentação de recursos destinados à obra.
No ofício, o deputado sustenta que os fatos apontam para uma possível “arquitetura transnacional de movimentação de recursos” envolvendo Brasil, Estados Unidos, Holanda e Hungria. Ele argumenta que a utilização de empresas, fundações, contratos privados e estruturas de custódia em diferentes países exige apuração sobre a origem e o destino dos valores empregados no projeto audiovisual.
“Aparente contradição”
Lindbergh também menciona reportagens que relacionam o empresário Daniel Vorcaro ao financiamento do filme. Segundo ele, notícias indicariam que mensagens apontam atuação de Eduardo Bolsonaro na orientação do envio aos Estados Unidos de recursos negociados por Flávio Bolsonaro com Vorcaro, em “aparente contradição” com declarações públicas de que Eduardo teria apenas cedido direitos de imagem para a produção.
Entre as medidas solicitadas, o parlamentar pede que a Polícia Federal verifique a existência de investigações em andamento sobre o caso, acione os canais de cooperação da Interpol, solicite informações sobre empresas e pessoas citadas nas reportagens e avalie o uso da ferramenta internacional Silver Notice para localização de ativos e informações financeiras. Também requer a preservação de contratos, ordens de pagamento, mensagens comerciais, registros contábeis e documentos relacionados às operações mencionadas.
Ao justificar o pedido, Lindbergh afirma que o objetivo é “seguir o caminho do dinheiro”, identificar “a origem real dos valores” e verificar eventual ocultação de financiadores e beneficiários. O deputado sustenta ainda que a adoção de medidas urgentes é necessária diante do risco de “apagamento de registros”, “encerramento de contas” e “destruição de documentos eletrônicos” relacionados às operações investigadas. FotoMONTAGEM grock e fonte: https://www.metropoles.com/colunas/grande-angular/lindbergh-aciona-interpol-para-investigar-financiamento-de-dark-horse








