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MANIPULARAM – Autoridades da UE pressionaram as redes sociais para censurar discursos americanos sobre COVID, vacinas e política, revela relatório

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    • Um relatório da UE revela pressão secreta exercida sobre empresas de tecnologia americanas para censurar discursos de cidadãos dos EUA.
    • A UE usou reuniões a portas fechadas para impor suas leis sobre liberdade de expressão em plataformas americanas.
    • Os alvos incluíam debates sobre a COVID-19, sátira política e dissidência.
    • A Lei de Serviços Digitais da UE impõe mudanças nas políticas globais que afetam os usuários dos EUA.
    • A iniciativa é descrita como uma manobra para contornar a Primeira Emenda.

Uma influente comissão do Congresso americano revelou uma campanha secreta, que durou anos, por parte de reguladores da União Europeia para pressionar empresas americanas de redes sociais a censurarem a liberdade de expressão de cidadãos dos EUA em temas que vão desde vacinas contra a COVID-19 até sátiras políticas.

As descobertas explosivas revelam um esforço deliberado para burlar a Primeira Emenda e impor padrões de liberdade de expressão estrangeiros em território nacional.

A Comissão Judiciária da Câmara dos Representantes dos EUA, presidida pelo deputado Jim Jordan (republicano de Ohio), publicou na semana passada um relatório preliminar de 160 páginas acusando a União Europeia de “tentar contornar a Primeira Emenda e censurar discursos americanos que não se alinham com suas narrativas preferidas”. O relatório, descrito pelo jornal francês Le Monde como “devastador”, baseia-se em milhares de documentos internos obtidos de grandes empresas de tecnologia.

 Segundo o comitê, funcionários da UE realizaram mais de 100 reuniões a portas fechadas com representantes de plataformas desde 2020. O objetivo era forçar as empresas a aplicarem as leis europeias de liberdade de expressão, incluindo a Lei de Serviços Digitais (DSA), ao conteúdo publicado nos Estados Unidos. O relatório afirma que isso foi uma tentativa de “censurar a internet global”.

Visando a dissidência e o debate

 

 

 A alegada censura teve como alvo algumas das questões mais controversas no discurso público recente. “Embora frequentemente apresentada como um combate ao chamado ‘discurso de ódio’ ou ‘desinformação’, a Comissão Europeia trabalhou para censurar informações verdadeiras e discursos políticos sobre alguns dos debates políticos mais importantes da história recente — incluindo a pandemia da COVID-19”, afirma o relatório.

Os alvos específicos incluíam sátira política, “retórica populista”, publicações “antigovernamentais/anti-UE” e “subcultura de memes”. E-mails internos mostram que funcionários da UE, incluindo a presidente Ursula von der Leyen e a ex-vice-presidente Văra Jourová, repetidamente instaram as plataformas a regular o discurso sobre a COVID-19 e as vacinas. Em um e-mail de outubro de 2020 rotulado como um “pedido cordial”, a Comissão disse às plataformas que “será essencial, nas próximas etapas, dar atenção especial ao aspecto da vacinação”.

A pressão não se limitava a temas de saúde. Antes das eleições americanas de 2024, Jourová viajou para a Califórnia para discutir moderação de conteúdo com empresas de tecnologia. Quando questionada se as discussões se restringiam às eleições da UE, a resposta gravada foi: “Estamos interessados ​​em ambas”.

Um quadro global de censura

O mecanismo para esse abuso de poder, argumenta o relatório, é a Lei de Serviços Digitais (DSA) da UE. Embora a UE afirme que a lei se aplica apenas dentro de suas fronteiras, as plataformas geralmente impõem um único conjunto de políticas de conteúdo globais. Portanto, as mudanças feitas para atender aos reguladores europeus afetam usuários em todo o mundo. O relatório observa que, em 2024, o TikTok revisou suas Diretrizes da Comunidade globais especificamente para “cumprir a Lei de Serviços Digitais”, introduzindo novas regras vagas contra “discurso marginalizador” e “desinformação prejudicial à cidadania”.

“Em termos simples, uma lei da UE fez com que uma das maiores plataformas de redes sociais do mundo censurasse informações verdadeiras nos Estados Unidos e em todo o mundo”, conclui o relatório. Ele descreve os padrões impostos como “inerentemente subjetivos e facilmente instrumentalizados contra a oposição política à Comissão Europeia”.

Vítimas e cúmplices

A divulgação do relatório foi seguida por uma audiência do Comitê Judiciário da Câmara dos Comuns, com testemunhas descritas por Jordan como “vítimas da censura europeia”. Entre elas estavam o comediante irlandês Graham Linehan, preso por publicações críticas à ideologia de gênero, e a deputada finlandesa Päivi Räsänen, processada por citar o Novo Testamento online.

O advogado W. Scott McCollough sugeriu que as ações da UE decorrem do medo do diálogo aberto. “Eles estão com medo. Esse tipo de reação é realmente representativo do medo de perder o controle”, disse ele. Ele também argumentou que o governo Biden estava “em perfeita sintonia” com os esforços da UE, exercendo “o mesmo tipo de pressão direta e indireta sobre essas plataformas”.

Este relatório revela uma mudança silenciosa, porém profunda, no controle do espaço público digital. Ele mostra como reguladores estrangeiros, aproveitando o alcance global de empresas de tecnologia americanas, criaram uma brecha para censurar discursos totalmente protegidos pela legislação dos EUA. A batalha sobre o que se pode dizer online não é mais apenas doméstica; ela está sendo moldada em reuniões a portas fechadas do outro lado do oceano, desafiando a própria noção de soberania americana sobre seu próprio discurso.

As fontes para este artigo incluem:

ChildrensHealthDefense.org

ReclaimTheNet.org

Cleveland.com

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