SAÚDE

5 VÍDEOS IMPACTANTES – 1,3 bilhão de habitantes em confinamento na Índia; Coronavírus gera emergência de alimentos para milhões nos EUA; Espanha reabre partes de suas fábricas amanhã (12) e as principais notícias do dia sobre sobre o tema

Índia estenderá confinamento para 1,3 bilhão de habitantes

  O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi (Foto) , decidiu estender o confinamento nacional para combater a propagação do coronavírus, disse neste sábado (11) o ministro-chefe do estado de Déli, Arvind Kejriwal, sem revelar a duração da medida.

  “Hoje, a posição da Índia é melhor do que muitos países desenvolvidos, porque começamos o bloqueio mais cedo. Se pararmos agora, todos os ganhos serão perdidos”, escreveu Kejriwal numa rede social.

 Com uma população de 1,3 bilhão de pessoas, o país vive desde o último dia 24 o maior confinamento da história.  (Continua).

 EUA: A pandemia do coronavírus gera uma emergência alimentar para milhões de norte-americanos

  Por John Bachtell | People’s World – Tradução de Felipe Barbosa para a Revista Opera

Diversos veículos formaram uma fila de quilômetros em direção ao Banco de Alimentos da Grande Cleveland (BAGC) nos Estados Unidos. O engarrafamento era tão grande que muitas pessoas deixaram seus carros e andaram todo o caminho para pegarem um pouco de comida. (Continua).

 

   “É incrível e inconsolável ao mesmo tempo” disse Karen Pozna, diretora de comunicações do BAGC, ao descrever a chegada de 4 mil pessoas em busca de alimentos no dia 24 de março. “Nós fazemos a distribuição de comida todo mês e nunca tínhamos visto algo assim.”

  A distribuição do dia 24 de março estabeleceu um recorde: dois terços das pessoas que compareceram ao Banco de Alimentos naquele dia estavam indo lá pela primeira vez. “Nós estamos tentando ajudar qualquer um que precise de comida nesse momento” disse Pozna. “Tanta gente foi dispensada e não sabe para onde ir.”

  Não há falta de alimentos nos Estados Unidos: armazéns e os entrepostos federais estão lotados. As prateleiras vazias dos mercados refletem apenas o pânico da população, mas toda noite os trabalhadores fazem a reposição dos produtos. Todavia, a pandemia e a consequente crise econômica criaram uma emergência alimentar, sobretudo para os milhões que sofrem com a insegurança alimentar todo dia.

   A cena vista em Cleveland está se repetindo por todo o país em razão do número recorde de empregos perdidos. Em Cleveland, Pittsburgh, Dayton e outras cidades e estados, a Guarda Nacional está ajudando a empacotar e distribuir comida. Em San Diego, o Sindicato dos Trabalhadores dos Condados de San Diego e Imperial está ajudando a distribuir comida. (Continua).

  

  Muitas das pessoas que estão se valendo dos Bancos de Alimentos passarão a receber seguro-desemprego como resultado da aprovação, em 27 de março, do Ato de Auxílio, Alívio e Segurança Econômica do Coronavírus (AASECV), totalizando um auxílio de 2.2 trilhões de dólares. Outras pessoas, incluindo milhões de trabalhadores imigrantes  sem documentos, não fazem jus ao seguro-desemprego e aos demais benefícios do AASECV e estão passando por uma crise aguda.

   O Ato Famílias Primeiro em Resposta ao Coronavírus foi aprovado em 18 de Março e concedeu 1 bilhão de dólares em recursos emergenciais para o Programa de Assistência à Suplementação Nutricional (PASN, antes chamado de food stamps), para os bancos de alimentos e para a alimentação a preço reduzido para os estudantes na escola. O Ato de Auxílio, Alívio e Segurança Econômica do Coronavírus adicionou mais 15 bilhões ao PASN, mas não aumentou a quantidade de benefícios ou a elegibilidade a estes. Outros 200 milhões de dólares foram destinados às colônias dos Estados Unidos, incluindo Porto Rico, Ilhas Virgens, Samoa Americana e Guam, e outros 450 milhões de dólares para os bancos de alimentos. (Continua).

  

   Antes da pandemia do coronavírus, a administração Trump propôs um corte nos benefícios do Programa de Assistência à Suplementação Nutricional em 30% nos próximos dez anos, conforme constou no Orçamento Federal de 2021. Os cortes eliminariam benefícios para muitos adultos e pessoas com necessidades especiais, além de restringir a elegibilidade a programas de alimentação gratuita ou a baixo custo para crianças.

   Esses cortes, que os defensores dos movimentos contra a fome reputaram como cruéis e desumanos, vieram na forma de regulamentos que a administração Trump adotou após os Democratas terem rejeitado as mesmas medidas na Câmara dos Deputados. As regras do governo federal já cortaram benefícios do Programa de Assistência à Suplementação Nutricional a qualquer um que não trabalhasse um mínimo de 20 horas por semana. Mas muitos estados desprezaram essas normas por outros caminhos. (Continua).

 

   Caso essas regulações de Trump tivessem sido adotadas, as restrições seriam capazes de negar o acesso aos benefícios a cerca de 700 mil pessoas. Citando o impacto da pandemia, um juiz federal impediu que a regulação de Trump passasse a valer em 13 de março, após o Secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Purdue, ter se negado a suspendê-la.

  Ao mesmo tempo, os bancos de alimentos estão ficando sobrecarregados com a demanda. O aumento no custo dos alimentos (em parte devido à especulação), o declínio nas doações e o decréscimo na quantidade de voluntários estão ameaçando levar os bancos de alimentos ao colapso bem quando eles são mais necessários.

  Os bancos de alimentos de Nova Iorque estão ficando sem recursos e correndo risco de fechar. O presidente da Câmara dos Vereadores de Nova Iorque, Corey Johnson, pediu com urgência para que o governador do Estado, Andrew Cuomo, e o prefeito da cidade de Nova Iorque, Bill de Blasio, concedam 50 milhões de dólares em crédito emergenciais para as entidades sem fins lucrativos que estão realizando a distribuição de comida.

  “Estou como se fosse uma pessoa que chega na emergência e espera que os médicos façam a coisa certa” disse David Greenfield, CEO do Conselho Metropolitano, ao New York Post. “Todos nós estamos nessa situação emergencial e precisamos de ajuda. Basta o governo decidir se quer nos ajudar ou nos deixar morer.”

   Nova Orleans está passando por uma emergência alimentar. A cidade sofre com o coronavírus e também com o colapso do turismo após uma situação crítica que os políticos da área de saúde ligam às celebrações de Mardi Gras. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos abriu seu estoque de comida aos bancos de alimentos locais após forte pressão, incluindo políticas de Democratas e Republicanos eleitos.

  A insegurança alimentar já afeta 37 milhões de americanos, incluindo 11 milhões de crianças. Muitas dessas crianças estão em famílias nas quais ambos os pais trabalham recebendo baixos salários. Eles sofrem para colocar a comida na mesa e muitas vezes têm de decidir entre pagar o aluguel ou comer.  (Continua).

 

   “Famílias de baixa renda certamente não podem estocar comida” disse Rachel Cahill, uma defensora do movimento anti-fome e especialista em políticas públicas alimentares de Ohio. “Mesmo se mantivermos os benefícios do Programa de Assistência à Suplementação Nutricional e nos certificarmos que as escolas estão distribuindo cafés da manhã e almoços de graça, isso ainda não fará com que essas famílias consigam estocar comida.”

  O fechamento das escolas está dificultando a operação dos programas de alimentação escolar custeados pelo governo federal, que servem 30 milhões de crianças. O governo Trump informou aos estados que eles devem agir por conta própria para achar equipamento de proteção pessoal e entregar comida aos estudantes.

  Mas a distribuição de alimentos só continua por conta do trabalho heroico de diretores, trabalhadores do setor de alimentação, bedéis, motoristas de ônibus e voluntários. “Hoje chorei duas vezes”, escreveu Heather Smith Yutzy, diretor de uma escola pública de Chicago no Facebook. “Eu vi diversos pais de estudantes vindo à escola em busca de comida para as suas famílias. Homens fortes, trabalhadores, ótimos pais pedindo alimento para seus filhos. Fico muito feliz que temos comida, mas essa situação é difícil. A pandemia está atingindo muito fortemente as famílias, até mesmos aqueles que eu não achava que eram vulneráveis.” (Continua).

 

   “Sinto o estresse dos bedéis e trabalhadores do setor de alimentação que estão servindo centenas de pratos de comida por dia e estão no front interagindo com pessoas que podem transmitir o vírus. Eles estão sendo muito cuidados, mas essa situação é muito estressante para os trabalhadores, que não querem colocar em risco as suas famílias, incluindo recém nascidos e idosos. Está sendo uma semana longa. Cuidem-se.” disse Yutzy.

  A diretoria de ensino de Seattle está oferecendo comida em 22 pontos ao redor da cidade. Da mesma forma, o sistema de ensino público da cidade de Nova Iorque está fornecendo café da manhã e almoço para que os alunos que deles necessitarem. Em Chicago, refeições podem ser retiradas em qualquer escola, independentemente de o estudante lá estar inscrito ou  não.

  A cidade da Filadélfia está oferecendo comida gratuita para qualquer morador que necessite. Os alimentos estão disponíveis em lugares determinados, além dos locais em que os estudantes podem retirar almoços. O time de basquete Philadelphia 76ers doou recursos para que 20 mil caixas de comida pudessem alimentar cerca de 160 mil pessoas. (Continua).

 

   A pandemia e a crise econômica evidenciaram a massiva desigualdade de classe, raça e gênero na sociedade dos Estados Unidos, bem como a enorme quantidade de riqueza de alguns. Elas demonstraram também a incapacidade do capitalismo de suprir as necessidades básicas dos seres humanos. A realidade enfrentada por milhões, que sofrem diariamente com a fome, a falta de um teto e de saúde, incluindo imigrantes sem documentos, pode se tornar uma realidade para dezenas de milhões de pessoas num instante.

  Mas essa crise também demonstra o poder da solidariedade das pessoas e a necessidade de governos que as coloquem em primeiro lugar, com políticos eleitos, funcionários públicos e vizinhos que fazem o impossível uns pelos outros.

Espanha reabre parte de suas fábricas na segunda-feira

 De acordo com o balanço divulgado pelo ministério da Saúde, o número total de mortes é de 15.843 na Espanha.

 O governo da Espanha registrou, nesta sexta-feira (10), o menor número diário de mortes pelo novo coronavírus desde 24 de março.

  Os 605 óbitos registrados nas últimas 24 horas mantém uma tendência de queda de casos de Covid-19 no país europeu, cuja população está submetida, desde 14 de março, a um severo confinamento.

   A Espanha é o segundo país mais afetado pela pandemia na Europa, atrás apenas da Itália.

  O novo cenário de redução está levando o governo a considerar um gradual relaxamento do isolamento das pessoas que podem ficar em casa.

  Embora as restrições de movimentação devam continuar até maio, a partir desta segunda-feira (12) algumas categorias, como trabalhadores do setor de  construção, poderão voltar a circular e algumas fábricas vão reabrir.

 Apesar do alívio nas restrições, o distanciamento social deverá ser mantido e as entradas e saídas devem ser escalonadas, destaca O Globo.

 França relata problemas cardíacos e mortes em quem usou hidroxicloroquina

SERÁ? 

 Na França, pacientes com coronavírus tratados com hidroxicloroquina apresentaram problemas cardíacos e quatro deles morreram, informou a Agência Nacional de Vigilância de Medicamentos francesa, a ANSM.

   A agência francesa iniciou em 27 de março uma pesquisa sobre efeitos colaterais de drogas utilizadas experimentalmente no tratamento do coronavírus, para investigar possíveis efeitos colaterais das drogas.

  A agência francesa informou ter identificado ao menos 43 pacientes com complicações cardíacas após o uso de hidroxiloroquina no tratamento, isoladamente ou em associação com a azitromicina, um antibiótico que também tem sido utilizado de forma experimental, de acordo com a agência de notícias Bloomberg.

   Sete dos pacientes sofreram paradas cardíacas e, entre esses, quatro morreram, segundo o jornal francês L’Express.

  O estudo levou a ANSM francesa a lançar um alerta de que a hidroxicloroquina só deve ser usada em ambiente hospitalar sob supervisão médica.

Papa Francisco: “Este não é tempo para divisões”

  Neste domingo de Páscoa, a tradicional bênção “Urbi et Orbi” do papa Francisco foi proclamada na Basílica de São Pedro sem a presença de fiéis.

  O pontífice fez um apelo para um cessar-fogo global e imediato de todos os conflitos:

   “Este não é tempo para divisões. Cristo, nossa paz, ilumine a quantos têm responsabilidades nos conflitos, para que tenham a coragem de aderir ao apelo a um cessar-fogo global e imediato em todos os cantos do mundo. Este não é tempo para continuar a fabricar e comercializar armas, gastando somas enormes que deveriam ser usadas para cuidar das pessoas e salvar vidas. Ao contrário, seja o tempo em que finalmente se ponha termo à longa guerra que ensanguentou a amada Síria, ao conflito no Iémen e às tensões no Iraque, bem como no Líbano. Seja este o tempo em que retomem o diálogo israelitas e palestinenses para encontrar uma solução estável e duradoura que permita a ambos os povos viverem em paz. Cessem os sofrimentos da população que vive nas regiões orientais da Ucrânia. Ponha-se termo aos ataques terroristas perpetrados contra tantas pessoas inocentes em vários países da África.”

 “Fora Doria”

Apoiadores de Jair Bolsonaro protestaram neste sábado, em São Paulo, contra as medidas de isolamento social tomadas pelo governador João Doria.

Na Avenida Paulista, os manifestantes fecharam as duas vias e pediram “Fora Doria”.

  O recado do advogado-geral da União para os governadores e prefeitos

  Sem citar nomes, André Mendonça, o advogado-geral da União, divulgou uma nota neste sábado em que adverte governadores e prefeitos para não adotarem “medidas isoladas não fundamentadas em normas técnicas emitidas pelo Ministério da Saúde”.

  “Diante da adoção ou ameaça de adoção de medidas restritivas de direitos fundamentais do cidadão por parte de autoridades locais e estaduais, informo que a Advocacia-Geral da União aguarda informações do Ministério da Saúde e da Anvisa para a propositura de medidas judiciais cabíveis com o objetivo de garantir a ordem democrática e a uniformidade das medidas de prevenção à Covid-19.

  Como Advogado-Geral da União, defendo que qualquer medida deve ser respaldada na Constituição e capaz de garantir a ordem e a paz social. Medidas isoladas, prisões de cidadãos e restrições não fundamentadas em normas técnicas emitidas pelo Ministério da Saúde e pela Anvisa abrem caminho para o abuso e o arbítrio. Por fim, medidas de restrição devem ter fins preventivos e educativos – não repressivos, autoritários ou arbitrários.

 Mais da metade dos novos leitos em São Paulo já foi ocupada

   Edson Aparecido, secretário municipal da Saúde de São Paulo, afirmou que, em uma semana, 60% dos 1.662 novos leitos de baixa e média complexidade foram ocupados por pacientes com Covid-19.

   “Mas, até sair no jornal, esse número já terá aumentado. Ou as pessoas ficam em casa e impedem a doença de se proliferar ou não haverá leito para elas em uma semana”, disse.

  “Mesmo com todos os leitos que ainda vamos instalar, os dados mostram que tudo será ocupado muito rapidamente. Seguramente a gente vai ocupar em um curto espaço de tempo.”

 Mais de 2 mil mortes por síndrome respiratória aguda são investigadas

  Segundo o Ministério da Saúde, 2.176 mortes por síndrome respiratória aguda grave ocorridas entre fevereiro e abril ainda estão sendo investigadas.

  Ou seja, os número de óbitos por Covid-19 poderão subir mesmo sem levar em conta os novos casos.

  “Os potenciais casos de coronavírus estão entre os 2.176. O sistema está acessível, está notificando. Obviamente nós teremos ainda um volume maior porque ainda estamos entrando na fase de maior intensidade de transmissão respiratória”, disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira.

 Desemprego pode dobrar, segundo pesquisa

   A pandemia do coronavírus poderá dobrar o número de desempregados no país, segundo estudo do Ibre/FGV.

  No cenário considerado mais factível pelos pesquisadores, o desemprego terminaria o ano de 2020 no patamar recorde de 17,8%.

  Já no cenário mais pessimista, a taxa de desemprego iria para 23,8% —ou seja, 12,6 milhões de novos desempregados no país. Nesse caso, os pesquisadores consideraram que o governo não ampliará as ações de ajuda a empresas para a manutenção de empregos.

Fontes: G1, Renova Mídia, O Antagonista, A Tribun (ES),  Uol e Revista Ópera. Fotos: Agência Brasil, Redes sociais e Revista Ópera.

 

 

 

 

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